Há, a ilustrar a exposição evocativa do António Gedeão, que está na Biblioteca Nacional, uma entrevista com a sua pessoa, nos últimos tempos em que viveu. Nela, o autor dos «Poemas Póstumos» recorda como tudo foi criado a partir do antes e como assim é possível, sempre recuando no tempo, chegar ao momento em que se retira a terra do sistema solar e o sol da própria galáctica. Claro que, seguindo sempre para trás, em direcção à origem, a dúvida surge, inevitável e eis aqui a grandeza do génio, neste momento agónico do anterior do princípio. Gedeão: «claro que eu não sou capaz de perguntar quem criou isto tudo. Por isso, não pergunto». Repito para os leitores distraídos: não é o que não sou capaz de responder, como diria, sem dar conta da sua arrogância, qualquer vulgar, é ter a grandeza de não se ser capaz de perguntar. Confesso que ao ouvir isto, assim tão breve e tão lúcido, de um homem à beira do fim, me vieram as lágrimas aos olhos, talvez por andar enfraquecido. Desculpem.
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