Não há pior do que um cartesianao para perder o tino da razão. Basta dar conta de que não existe, apesar de pensar. Um sentimento assim e entra-se na loucura do viver.
25.6.06
10.6.06
Possuído de si
Voltei ao artigo de Pedro Sinde sobre o Álvaro Ribeiro na revista «Teoremas de Filosofia», por me lembrar ter visto lá escrito que o indivíduo aprenderá a separar o «eu» de «o meu». Sim, mas quando fala do «seu» corpo e da «sua alma» dá-se então o equívoco entre o que é a sua personalidade e a «propriedade sua». Possuído de si, o homem, mata-se às suas próprias mãos.
5.6.06
A semântica senil
Este blog deveria ser dedicado à filosofia portuguesa, se eu estudasse, mas eu sou um mau aluno, daqueles do curso nocturno que acham que chegarem esgotados às aulas justifica adormecerem nelas. Compro livros que não leio e calculo que por osmose a coisa funcione. Hoje encontrei um desses muitos livros em que um dos capítulos se intitula «perguntas interessantes e respostas conhecidas». Não era um manual de filosofia, era um caderninho de introdução à linguística, organizado pela Maria Helena Mira Mateus e pela Alina Villalva. Quando eu andava pela Faculdade de Direito, errante entre os compêndios e refugiado das sebentas, soube que ela dirigia um Centro de Linguística Teórica. Fiquei com a ideia de que era junto à Feira Popular. Ou estou certo ou já baralho tudo, tartamudo de todo, linguisticamente incapaz.
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