Tentando explicar se há uma «filosofia portuguesa» ou um «filosofar em Portugal» o Jesué Pinharanda Gomes, entrando pela intersecção do género para a espécie, dá o exemplo do vinho do Porto, que, na sua particularidade, não contradiz a universalidade do conceito de vinho. O autor do «Dicionário de Filosofia Portuguesa», para chegar à sua conclusão, segue um caminho aristotélico: pois que «próprio» é o que «mesmo não sendo a essência de uma coisa só a esta pertence», a essência do vinho do Porto é «vinho», o próprio é o «do Porto», que denomina a quididade daquele vinho, pelo qual ele se distingue dos outros! Há argumentos sólidos, outros líquidos, destes uns quantos embriagantes.
Uma outra revista a ler: “Portugalidade: Identidade, Cultura e Alma Lusa”
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Sob o título genérico de “Portugalidade: Identidade, Cultura e Alma Lusa”,
publicam-se neste número da Revista *Super Interessante* catorze ensaios
qu...
Há 14 horas