Entendo enfim, ao pensar na intersecção de duas rectas, que mútuamente se interrompem, o conceito do que seja o ponto. É aí, no cruzamento de ambas as linhas, no lugar único em que as duas reciprocamente cedem passagem, que se define a unidade central de toda a minha geometria. Eis a simbólica do ponto, o produto da tolerância, a demonstração de que cada caminho permite o outro, a abdicção de ambos permite a solidez de uma edificação. Construamos, pois. Temos o que precisamos. Dêem-me um ponto de apoio e eu soerguerei o mundo. Talvez Arquimedes o tenha dito. Eu conseguirei demonstrá-lo.
"E Antero disse..." Poema inspirado e algo profético do P. Moreira das
Neves, escrito do alto do Cristo Rei
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Corria o ano de 1959 e o mês quente florido de Maio, quando o Padre
Moreira das Neves (18/11/1902 a 31/3/92), desde 1934 chefe de redacção do
jornal d...
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